Enviado por: Marina Carla Gimenez
Paciente feminina, 24 anos, em investigação de DII com outro colega, sem tratamento ainda, colono com múltiplas úlceras de reto a íleo, criptite em bx seriada e calprotectina elevada. Me procurou em ambulatório de hospital por aumento do sangramento nas fezes, e segunda opinião.
No exame físico do consultório, paciente descorada, emagrecida, abdome distendido e doloroso, anuscopia com evidência de Proctite intensa com sangramento vivo envolto a muco. Encaminhei ao pronto-socorro para internação. Exames iniciais mostraram hb de 6, leuco 20 mil e pcr de 18. Tomografia com íleo terminal e cólon hiperdistendido, paredes espessadas, linfonodos proeminentes e sem sinais de isquemia.
Medidas inicias para compensação e transfusão. Com novos exames foi identificado clostridium por toxina a e b. Sorologias negativas. Iniciado tratamento com vanco oral. Hidrocortisona 100 mg 6/6h. Cipro e metrô para colite, npt imunomodiladora. Pouca resposta, e queda progressiva no estado geral, piora do quadro abdominal e tc com pneumatose. Indicado ciclosporina.
Antes de receber ciclosporina teve sangramento importante com queda expressiva de hb, recebeu 6h em uma noite. Indicada cirurgia na urgência (nem chegou a receber ciclosporina). Optado por colectomia total com ileostomia terminal, poupado reto. Agora: paciente em 10 po, estável porém ainda com sangramento razoável pelo reto, refratário. Mantive as medidas clínicas, adicionei enema de budesonida e solicitei infliximabe (em análise pelo convênio pois está internada). Claro que não quero reabordar e condenar uma moça de 24 anos a íleo definitiva, mas não estou vendo a luz no fim do túnel.
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