Ileíte crônica em paciente assintomática: conduta inicial

Enviado por: Fernanda Ramos da Costa

Paciente 60 anos , constipada de longa data (nega sangue ou muco), dor abdominal leve e esporádica (2-3x/mês), sem necessidade de analgesia. fez colonoscopia rastreio CCR com evidência de erosões em reto e cólon , mais proeminente em VIC, íleo terminal com ulcerações rasas.
AP: RETO, SIMOIDE, DESCENDENTE E CECO: mucosa com erosões e discreto aumento da celularidade leucocitaria da lamina própria, a custas de infiltardo inflamatório granulomomononuclear, rico em plasmócito e eosinofilos.
Há formação de agregado linfoide. arquitetura de cripta preservada.
TRANSVERSO: sem alterações.
ÍLEO: ileíte crônica erosiva acentuada. Fragmento da mucosa ileal erosões e distorção arquitetural do epitélio glandular. Lâmina própria exibe edema e infiltrado inflamatório mono e polimorfonuclear moderado, com frequentes neutrófilos.

Ainda estou aguardando entero-TC e calprotectina fecal. Apesar da colonoscopia muita sugestiva de Crohn, a paciente apresenta é praticamente assintomática. Investigariam outras causas? É uma paciente SUS, neste caso iniciaria ANTI-TNF?

Parecer Técnico:

paciente assintomatica nos dá tempo de investigar melhor. lembrar sempre de causas infecciosas e medicamentosa (AINE principalmente) paciente tem 60 anos rever história clínica. Lembrar que diagnóstico de DII exige componentes clinicos, laboratoriais, endoscopicos, radiologicos e anatomo patologicos. Não podemos nos basera apenas em um exame para afirmar dx de doença de Crohn e tampouco inicar terapia avançada. Vamos aguardar resultados? e tb aguardar evolução clínica. Afastar infecçào e medicamentos. Linfoma em casos de acometimento da região ileocecal e TB são os principais dx diferenciais.

Avaliado por:

Dra. Marjorie Argollo | CRM/SP 127.444
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