Dra. Marjorie Argollo
Enviado por: Fernanda Costa Azevedo
Paciente do sexo feminino, 37 anos, portadora de RCU (colite esquerda). Fazia uso de mesalazina, sem remissão endoscópica. Foi prescrito vedo em 2022.Manteve atividade endoscópica (mayo 3) 8 meses após. Foi escalonado para a cada 4 semanas, mantendo atividade endoscópica após 9 meses da otimização (E2 mayo 2), em remissão clínica. Não apresenta MEI. rastreio de Tb negativo.
Como segunda linha, qual opção faria: tentar uma droga mais segura (IL 23) ou fazer infliximabe em combo terapia?
Dra. Marjorie Argollo
Enviado por: Jéssica Barbosa Cronemberger
Paciente, 22 anos, com quadro de dor abdominal, associada à diarreia líquida, mais de 10 vezes ao dia, às vezes com sangue em Jan/25, há 15 dias da consulta, com perda de 6kg/1 mês.
Refere também poliartralgia, tosse seca, com evidência de anemia e derrame pleural. Nega comorbidades ou cirurgias. Nega DII na família ou intolerâncias alimentares. Nega tabagismo e uso de bebidas alcoólicas em eventos sociais.
Humor: pouco ansiosa.
Em consulta, solicitei hemograma com leucocitose com neutrofilia, PCR:24; uso de abdômen normal. Demais exames laboratoriais normais. Prescrevi antibiótico, com melhora parcial.
No retorno veio com teste de intolerância à lactose positivo, DC negativo, calprotectina superior 800. Pedi a ileocolonoscopia com edema e eritema em cólon ascendente, transverso, descendente, sigmoide e reto, HP: íleo normal e demais com inflamação moderada. Iniciei mesalazina 4,8g/dia, com melhora total dos sintomas.
Vinha estável.
Callrifectina caiu para 106 (jun/25). Há 3 semanas, teve um quadro sugestivo de GECA, mas não cessou, após 1 semana, novamente com diarreia, febre e hematoquezia. Iniciei a prednisona para avaliar resposta e cessou sintomas. A calprotectina voltou a subir para acima 800. Nesse momento está sem queixas (há 1 semana).
Acompanharia sintomas e calprotectina ou já avaliaria trocar tratamento? Pedi uma enterornm também.
Dra. Marjorie Argollo
Enviado por: Fernanda Ramos da Costa
Paciente 60 anos , constipada de longa data (nega sangue ou muco), dor abdominal leve e esporádica (2-3x/mês), sem necessidade de analgesia. fez colonoscopia rastreio CCR com evidência de erosões em reto e cólon , mais proeminente em VIC, íleo terminal com ulcerações rasas.
AP: RETO, SIMOIDE, DESCENDENTE E CECO: mucosa com erosões e discreto aumento da celularidade leucocitaria da lamina própria, a custas de infiltardo inflamatório granulomomononuclear, rico em plasmócito e eosinofilos.
Há formação de agregado linfoide. arquitetura de cripta preservada.
TRANSVERSO: sem alterações.
ÍLEO: ileíte crônica erosiva acentuada. Fragmento da mucosa ileal erosões e distorção arquitetural do epitélio glandular. Lâmina própria exibe edema e infiltrado inflamatório mono e polimorfonuclear moderado, com frequentes neutrófilos.
Ainda estou aguardando entero-TC e calprotectina fecal. Apesar da colonoscopia muita sugestiva de Crohn, a paciente apresenta é praticamente assintomática. Investigariam outras causas? É uma paciente SUS, neste caso iniciaria ANTI-TNF?
Dra. Marjorie Argollo
Enviado por: Leonora S de F Couto
Paciente de 45 anos, feminina, em 2020 apresentou quadro de diarreia crônica, com alguns episódios esparsos de hematoquezia, e dor abdominal. Em 2020, realizou colonoscopia abaixo) e relata que recebeu diagnóstico de Crohn. Houve achado de displasia de baixo grau com acometimento das margens em polipo de sigmoide, repetiu colono com 6 meses, sem evidências de polipo ou displasia. Fez uso de monoterapia com azatioprina por 1 ano, no qual houve melhora dos sintomas. Relata que a médica assistente pensou em biológico, porém paciente relata dificuldade de cobertura pelo plano (?). Paciente perdeu seguimento após 1 ano de azatioprina, e interrompeu uso por conta própria em 2021.
Retorna em 2025 tendo apresentado episódio de internação em out/24 com diarreia líquida, 4-8x ao dia, com alguns episódios de hematoquezia. Internou por 3 dias, recebeu corticoide por apenas 2 dias. Clostridium negativo. Comparece em consulta em nov/24 após a alta já assintomática, exceto por queixa de artralgias em mãos de longa data, sem rigidez matinal. Retorna também em jan/25 assintomática do ponto de vista gastrintestinal, sem episódios diarreicos.
Calprotectina de nov/24 (pós-internação): 800
Repito calprotectina em dezembro de 2024: 40
EnteroTC 21.11.2024 : normal
Nova colonoscopia de nov/24: Íleo terminal normal /válvula ileocecal sem alterações /cólon descendente e sigmoide com perda do padrão vascular com discreto enantema/ conclusão: colite segmentar bxs ileo terminal normal /colon e reto sem alterações, exceto por colite ativa focal em sigmoide (com discretas alterações de cronicidade da organização arquitetural em sigmoide)
Exames prévios:
COLONO 20.10.2020: PROCTOSSIGMOIDITE E COLITE ESQUERDA MODERADAS (enantema , friabilidade, ulcerações rasas recobertas por fibrina) ILEITE LEVE (aspecto granular e mucosa enantematica)/ VÁLVULA ILEOCECAL SEM ALTERAÇÕES POLIPO SESSIL COLON SIGMOIDE BXS MUCOSA DE SIGMOIDE E DESCENDENTE COM INDÍCIO DE LESÃO INFLAMATÓRIA CRONICA, COM PLASMOCITOSE BASAL E DISTORÇÃO DE ARQUITETURA, CONSISTENTES COM DII PADRÃO DE LESÃO DESCONTINUO E INFLAMAÇÃO HETEROGÊNEO FAVORECEM DOENÇA DE CROHN LESÃO INFLAMATÓRIA CRONICA EM DESCENDENTE E SIGMOIDE LESÃO DE SIGMOIDE COM DISPLASIA DE ALTO GRAU ASSOCIADA A COLITE, COM TECIDO DISPLÁSICO PRESENTE NA MARGEM COLONO
03.12.2020: RETOSSIGMOIDITE LEVE (MUCOSA DE RETO E CÓLON NÃO APRESENTA ULCERAS, MAS COM ENANTEMA E DISCRETA PERDA DO PADRO VASCULAR EM ALGUNS SEGMENTOS) bxs MUCOSA DE CÓLON SIGMOIDE COM INDÍCIO DE LESÃO INFLAMATÓRIA CRONICA EVIDENCIADOS PELA PLASMOCITOSE BASAL E DISTORÇÃO DE ARQUITETURA, COMPATÍVEIS COM DII MUCOSA COM PADRÃO DESCONTINUO E INFLAMAÇÃO HETEROGÊNEA, SEM FORMAÇÃO DE GRANAULOMA MUCOSA DE RETO E ASCENDENTE COM EOSINOFILIA, SEM EVIDENCIAS DE LESÃO INFLAMATÓRIA CRONICA PADRÃO HETEROGÊNEO E DESCONTINUO, FAVORECE, INICIALMENTE, DOENÇA DE CROHN
EnteroTC 21.11.2024 (Sabin): normal
Enterografia computadorizada
10.11.2020: extensa turgência vascular ao longo do cólon descendente. Considerar possibilidade de colite .
DUVIDA: Me pergunto se não seria um caso de RCU (colite esquerda), pois não há descrição na colonoscopia de acometimento descontínuo – esse padrão foi sugerido nas biópsias. Paciente apresentou em 2020 uma displasia de alto grau em pólipo de sigmoide, o que me deixa mais tendenciosa a iniciar tratamento, mesmo que agora assintomática. Devo considerar a colite ativa focal identificada na colono atual como atividade histológica? Contudo – se doença de Crohn, me parece pouca atividade de doença para biológico (colono apenas com enantema, biopsias com colite ativa focal em sigmoide, calprotectina agora de 40). Cogitei observação caso considere doença de Crohn. Porém, seria possível considerar possibilidade de RCU e iniciar mesalazina? Também solicitei investigação da Reumatologia quanto às artralgias – MEI?
Dra. Marjorie Argollo
Enviado por: Layni Storch
Paciente 33 anos, crohn ileocolonico com necessidade de corticoide, iniciado biológico e teve boa resposta ao vedo. Plano acabou, ficou sem medicamento por 1 ano com recaída e necessidade de novos ciclos de corticoide. Fez colono em uso de pred. devido sintomas importantes com faltas trabalho e sem plano, adiou a colono. Quando fez a colono tinha somente enantema do reto ao cólon descendente com criptite focal na biopsia. Tentado vedo pelo sua como colite indeterminada e também como não padrao mas negado! Iniciei nesse período azatioprina e conseguiu ficar bem e sair do corticoide. Está em uso há 5 meses.
Ebv igg positivo, nesse caso podemos deixar com aza até acabe a carência e pedir vedo pelo plano? Medo do linfoma hepatoesplenico em paciente jovem, mesmo com igg positivo! Vocês continuariam? A carência termina em dezembro! Obrigada.
Dra. Marjorie Argollo
Enviado por: Bruno Mendes Galvão
GNA, sexo masculino, 23 anos, técnico de enfermagem, previamente hígido, foi diagnosticado com RCU na forma de colite aguda grave/megacólon tóxico em junho/julho 2025 (colonoscopia com colite mayo 3 até ângulo hepático). Refratário a corticoide, apresentou melhora lenta e gradual com Infliximabe 5mg/kg dose ataque e agora manutenção a cada 8 semanas + azatioprina 100 mg/dia.
Está com 3-4 meses de tratamento e está com resposta clínica, queda da calprotectina (>800 e agora 342).
A dúvida é: Quando pensaremos em retirar a Azatioprina do paciente e manter apenas o Infliximabe? Poderia usar continuamente a Azatioprina caso fique refratário ao desmame da mesma? E caso ele volte a piorar (perda de resposta), seria seguro otimizar o infliximabe ou já pensaríamos em trocar de classe de imunobiológico? Grato!