Dúvidas da matéria

Nos casos em que se opte pelo TDM proativo, o ideal é começar com o anti tnf sem imunossupressor e depois do resultado, caso venha baixo o nivel serico e/ou com ac vcs otimizam e acrescentam o iss?

Há diferenca do uso do ada 80 mg de 14/14 dias  ou 40 mg semanalmente?

Úlcera de ileo vista em exame de colono com calpro normal, sem sintomas, que se mantém em mais de uma colono- como classifico- ulcera inespecifica? Crohn quiescente? tenho dificuldade em como explicar para os pacientes o significado, eles ficam ansiosos!

É possível crohn mudar o espectro para rcu ou ocorre mais o contrário?

Tem um slide do inicio do curso, aula da Nathalia, que mostra a porcentagem de crohn de ileo ser maior que ileocolonico- é isso mesmo?

Há diferença do uso de prednisona e prednisolona para os casos com necessidade do uso de corticoide?

Nos casos de suspensão do biologico para cirurgias, seja dentária, seja colecistectomia por exemplo, tem que parar qto tempo o medicamento? Ou podemos continuar as infusões normalmente?

obrigada!

RCU e HANSENIASE

Paciente masculino, 23 anos, previamente hígido, com quadro de dor abdominal recorrente há aproximadamente 3 meses, associado a diarreia com frequência média de três episódios semanais, acompanhada de pequena quantidade de sangue nas fezes.

Realizou colonoscopia com achados compatíveis com retocolite ulcerativa, sendo confirmada a positividade em exames laboratoriais específicos.

Paralelamente, o paciente apresentou sorologia positiva para hanseníase, além de esplenomegalia significativa ao ultrassom, com volume esplênico cerca de duas vezes o normal.

Foi iniciado tratamento específico para hanseníase pelo sistema público, juntamente com mesalazina, obtendo boa resposta clínica, com remissão dos sintomas diarreicos.

Apesar da melhora clínica, a calprotectina fecal permanece elevada (>800 µg/g), com VHS aumentado, sugerindo persistência de atividade inflamatória intestinal, embora sem sintomas no momento. Ultrassonografia abdominal sem alterações adicionais além da esplenomegalia previamente descrita.Diante da boa resposta sintomática com mesalazina, mas com marcadores inflamatórios persistentemente elevados, questiona-se a necessidade de associação de terapia adicional ou manutenção da monoterapia com mesalazina, considerando a evolução clínica favorável e a ausência atual de diarreia.

RCU refratária a ANTI NIF/ inibidor JAK

Paciente feminina, 25 anos, RCU ( colite esquerda ) com diagnóstico abril/2023. Estava em uso de mesalazina e fez um quadro de colite aguda grave em janeiro /2024. Acabei fazendo tofacitinibe ( não tinha IFX disponível) e ela ficou super bem por 9 meses ( remissão clínica e endoscópica). Em dezembro inciciou com dor, diarreia, sangramento, retossigmoidoscopia evidencia erosões de reto, sigmoide e descendentete ( MAYO 2). Inicio IFX + azatioprina em janeiro/2025, dose otimizada para 5mg/kg 4/4 semanas em abril/2025.  Ela mantém muco, dor abdominal cerca de 1x/mês, colonoscopia de controle com presença de várias erosões apenas em reto.

 

Dúvida: Trata-se de uma paciente SUS, o que posso fazer já que ela está em comboterapia desde janeiro ( IFX já em dose otimizada há 7 meses). O ideal seria judicializar ustequinumabe? Neste caso vale a pena associar supositório de mesalazina?

RCU refratária à mesalazina: otimização de vedolizumabe e próximas opções terapêuticas

Enviado por: Fernanda Costa Azevedo

Paciente do sexo feminino, 37 anos, portadora de RCU (colite esquerda). Fazia uso de mesalazina, sem remissão endoscópica. Foi prescrito vedo em 2022.Manteve atividade endoscópica (mayo 3) 8 meses após. Foi escalonado para a cada 4 semanas, mantendo atividade endoscópica após 9 meses da otimização (E2 mayo 2), em remissão clínica. Não apresenta MEI. rastreio de Tb negativo.
Como segunda linha, qual opção faria: tentar uma droga mais segura (IL 23) ou fazer infliximabe em combo terapia?

Paciente jovem com diarreia crônica e inflamação intestinal

Enviado por: Jéssica Barbosa Cronemberger

Paciente, 22 anos, com quadro de dor abdominal, associada à diarreia líquida, mais de 10 vezes ao dia, às vezes com sangue em Jan/25, há 15 dias da consulta, com perda de 6kg/1 mês.
Refere também poliartralgia, tosse seca, com evidência de anemia e derrame pleural. Nega comorbidades ou cirurgias. Nega DII na família ou intolerâncias alimentares. Nega tabagismo e uso de bebidas alcoólicas em eventos sociais.
Humor: pouco ansiosa.
Em consulta, solicitei hemograma com leucocitose com neutrofilia, PCR:24; uso de abdômen normal. Demais exames laboratoriais normais. Prescrevi antibiótico, com melhora parcial.
No retorno veio com teste de intolerância à lactose positivo, DC negativo, calprotectina superior 800. Pedi a ileocolonoscopia com edema e eritema em cólon ascendente, transverso, descendente, sigmoide e reto, HP: íleo normal e demais com inflamação moderada. Iniciei mesalazina 4,8g/dia, com melhora total dos sintomas.
Vinha estável.
Callrifectina caiu para 106 (jun/25). Há 3 semanas, teve um quadro sugestivo de GECA, mas não cessou, após 1 semana, novamente com diarreia, febre e hematoquezia. Iniciei a prednisona para avaliar resposta e cessou sintomas. A calprotectina voltou a subir para acima 800. Nesse momento está sem queixas (há 1 semana).

Acompanharia sintomas e calprotectina ou já avaliaria trocar tratamento? Pedi uma enterornm também.

Ileíte crônica em paciente assintomática: conduta inicial

Enviado por: Fernanda Ramos da Costa

Paciente 60 anos , constipada de longa data (nega sangue ou muco), dor abdominal leve e esporádica (2-3x/mês), sem necessidade de analgesia. fez colonoscopia rastreio CCR com evidência de erosões em reto e cólon , mais proeminente em VIC, íleo terminal com ulcerações rasas.
AP: RETO, SIMOIDE, DESCENDENTE E CECO: mucosa com erosões e discreto aumento da celularidade leucocitaria da lamina própria, a custas de infiltardo inflamatório granulomomononuclear, rico em plasmócito e eosinofilos.
Há formação de agregado linfoide. arquitetura de cripta preservada.
TRANSVERSO: sem alterações.
ÍLEO: ileíte crônica erosiva acentuada. Fragmento da mucosa ileal erosões e distorção arquitetural do epitélio glandular. Lâmina própria exibe edema e infiltrado inflamatório mono e polimorfonuclear moderado, com frequentes neutrófilos.

Ainda estou aguardando entero-TC e calprotectina fecal. Apesar da colonoscopia muita sugestiva de Crohn, a paciente apresenta é praticamente assintomática. Investigariam outras causas? É uma paciente SUS, neste caso iniciaria ANTI-TNF?

>