Paciente Crohn: Estratégia com Azatioprina e Vedolizumabe

Enviado por: Bruno Mendes Galvão

GNA, sexo masculino, 23 anos, técnico de enfermagem, previamente hígido, foi diagnosticado com RCU na forma de colite aguda grave/megacólon tóxico em junho/julho 2025 (colonoscopia com colite mayo 3 até ângulo hepático). Refratário a corticoide, apresentou melhora lenta e gradual com Infliximabe 5mg/kg dose ataque e agora manutenção a cada 8 semanas + azatioprina 100 mg/dia.
Está com 3-4 meses de tratamento e está com resposta clínica, queda da calprotectina (>800 e agora 342).

A dúvida é: Quando pensaremos em retirar a Azatioprina do paciente e manter apenas o Infliximabe? Poderia usar continuamente a Azatioprina caso fique refratário ao desmame da mesma? E caso ele volte a piorar (perda de resposta), seria seguro otimizar o infliximabe ou já pensaríamos em trocar de classe de imunobiológico? Grato!

Parecer Técnico:

paciente grave podemos manter 1-2 anos de comboterapia para tentarmos prolongar a persistência do tratamento prevenindo a formação de anticorpo anti droga. Se mesmo em comboterapia paciente evoluir com perda de resposta secundária podemos pedir TDM para auxiliar na conduta e caso não tenhamos acesso otimizar para 10mg/Kg a cdaa 8 semanas empiricamente. Alguns pacientes não nos permitem suspensão da comboterapia e caso isso aconteça podemos manter fazendo um monitoramento mais regular sempre buscando possiveis complicacões como por exemplo cancer de pele e por isso fazemos dermatoscopia anula e proteção solar, além de outros. Não precisamos desmamar a azatioprina, dose recomendada mesmo para comboterapia é de 2.5mg/kg

Avaliado por:

Dra. Marjorie Argollo | CRM/SP 127.444
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