LIVIA SANTOS
Paciente feminina, 22 anos, em acompanhamento por doença de Crohn ileal, estenosante, com diagnóstico em 2024. Estava em uso de Azatioprina, demorou a conseguir liberação do Infliximabe. Recebeu a dose de ataque, estava com bom controle dos sintomas, mas evoluiu com abdome agudo, com perfuração do íleo. Submetida a ileocolectomia há 30 dias.
Exames antes do abdome agudo:
• Colonoscopia: ulceração superficial da válvula ileocecal, associada a retração cicatricial e estenose, com aspecto sugestivo de doença de Crohn. Reto e demais segmentos colônicos sem alterações. Exame realizado com preparo adequado. Biópsia demonstrando ileíte crônica moderada, erosiva e ulcerada, de caráter indeterminado, sendo considerada a possibilidade de doença de Crohn, além de leve retite crônica inespecífica.
• EnteroTC: alças duodenojejunais de aspecto usual. Presença de alças do íleo com estreitamento multissegmentar e realce focal, mais bem definido ao nível da válvula ileocecal.
Paciente SUS. Você manteria o Infliximabe ou considera falha. Qual melhor opção? Quando retomar o biológico após a cirugia?
LIVIA SANTOS
Pacienet 27 anos portadora de doença de Crohn diagnosticada em 2014 (aos 15 anos), com tratamento irregular. Não tive acesso a colonoscopia do diagnóstico, relato de acometimento ileal. Última colonosocpia sem atividade da doença. Paciente tem transtorno boderline, em uso irrgular da Azatioprina, com internação em 09/2024, com dor abdominal intensa. Desde então mantem uso de Azatioprina.
-Colonoscopia (29/11/2025): até o íleo, em excelentes condições de preparo intestinal. íleo terminal normal. Mucosa colônica normal. Doença de Crohm e, re,issão endoscópica. SES-CD 0, sem biópsias.
-Entero RNM (01/2026): sem alterações no intestino delgado de significado patológico.
Ainda aguardo exames do diagnóstico. Se confirmado doença de Crohn de íleo, iniciaria imunobiológico? Paciente no momento assintomática, com colonosocpia de 2025 e enteroRNM sem alterações. Paciente tem convênio? Qual seria sua escolha, considerando o transtorno boderline? Relato de uveite ao diagnóstico e Sindrome de Sjogren.
Obrigada!!
LIVIA SANTOS
Paciente 25 anos iniciou em janeiro de 2025 com dor abdominal, associada a distensão abdominal, náuseas, vômitos e flatulência. Solicitado EDA, colonoscopia sem alterações. Anticorpos doença Celíaca negativos. Calprotectina fecal, de 3.128. Solicitada entero-TC de ABD, que evidendicou zonas segmentares de alça delgada com anormalidades parietais devido realce padrão de ”estratificação de mucosa”, sugerindo evolução de DII do tipo doença de Crohn. Paciente assintomática no momento, sem dor abdominal, após tratamento de H. pylori. Submetida a apendicetomia em 01/2026.
-Colonoscopia (19/05/2025): até o íleo, com preparo ótimo. Válvula ileocecal e íleo distal endoscopicamente normal. AP: mucosa do delgado e colônica dentro da normalidade.
-R.L. (15/04): anti-gliadina 8.8 (indeteminadao reagente > 10.0) / anti-TTG IgA não reagente /
-EnteroTC de ABD (30/07/2025): zonas segmentares de alça delgada com anormalidades parietais devido realce padrão de ”estratificação de mucosa”, uma situada no íleo terminal por uma extensão de 21 mm e outras na transição jejunoileal, sugerindo evolução de DII do tipo doença de Crohn, não há fistulizações, coleções ou demais complicações.
Me procura hoje, com os exames, já assintomática. Nova calprotectina fecal de 2.620. Solicitaria algum outro exame para para ajudar a fechar o diagóstico? Foi solicitada cápsula endoscópica pelo convênio anteriormente, negada.
Diante da ausência de sintomas no momento optaria por Budesobida de liberação entérica e reavaliaria calprotectina após? Ou iniciria imunobiológico?
LIVIA SANTOS
Paciente 70 anos, portadora de HAS, DM NIR e artrose, em seguimento desde 2013 com hematologista por anemia, com reposição oral intermitente. EDA e colonoscopia de 2024, já para investigação de anemia, sem alterações. Hb 9.6, ferro serico 25. Fecal (03/26): 1.041.
Solicitado cápsula endoscópica para investigação de anemia, com múltiplas erosões planas e hiperemiadas em jejuno e íleo. Paciente com diarreia crônica, 3 episódios de fezes líquidas/dia, com urgência evacuatória. Sorologias de doença celíaca negativas.
Paciente com diarreia, calprotectina fecal elevada e anemia crônica. Pensaria e doença de Crohn de delgado? Qual seria a escolha terapêutica. Paciente com convênio.
Andressa Tomé
Paciente proveniente do SUS com diagnóstico de Doença de Crohn há aproximadamente 1 ano, porém com sintomas há cerca de 2 anos. Apresentou inicialmente quadro de tenesmo, sangramento retal, dor abdominal e diarreia (>10 evacuações/dia). Evoluiu com doença perianal complexa, sendo submetido à drenagem de abscesso e cirurgia de fístula anal.
Recebeu infliximabe associado à azatioprina, porém realizou apenas 3 infusões, sem resposta clínica percebida, sendo então substituído precocemente por vedolizumabe pelo médico assistente da época. Atualmente encontra-se ainda em fase de indução do vedolizumabe (apenas 2 doses realizadas). Veio em consulta comigo neste momento.
Desde o diagnóstico, nunca atingiu remissão clínica, mantendo atividade inflamatória persistente. Atualmente apresenta dor abdominal intensa, diarreia superior a 20 evacuações ao dia (só durante a minha consulta foi ao banheiro 4x), retorno da fístula, drenagem purulenta contínua pela região perianal (necessitando uso de absorvente) e perda ponderal de aproximadamente 40 kg, com peso atual de 47 kg.
RNM de pelve (05/2026): fístula perianal transesfincteriana, sem coleções.
Hemoglobina: 8,9 g/dL.
Plaquetas: 550.000/mm³.
Fiz a colonoscopia recente que evidenciou acometimento inflamatório contínuo do reto ao ceco, caracterizado por intenso enantema difuso, apagamento do padrão vascular, marcada friabilidade mucosa, múltiplas ulcerações profundas, além de pontes mucosas, sem áreas de mucosa preservada. Íleo terminal sem alterações endoscópicas. Presença de trajeto fistuloso e ulcerações em canal anal/períneo.
O paciente está muito debilitado, perdeu emprego, parou de estudar… uma tristeza!
Pedi vários exames que ele ainda não tinha, incluindo rastreio infeccioso e calprotectina… a minha dúvida é: excluída infecção sobreposta e considerando o cenário do SUS, visto que é um perfil de paciente mal respondedor ao Vedo.. vocês tentariam novamente o IFX em dose otimizada com azatioprina, e corticoterapia no início? Pensariam em judicializar outra classe?
LIVIA SANTOS
Paciente 73 anos, portadora de HAS, dislipidemia e intolerância a glicose. Realizou colonoscopia preventiva em 2022, com erosões esparsas no ceco e cólon direito.
Refere HI Beistol 4-5, cerca de 1-2 evacuações/dia, as vezes com uma evacuação líquida ao ingerir derivados do leite. Sempre foi assim, sem mudança recente.
Repetiu colonoscopia em 10/2025: observa-se no ceco e cólon ascendente mucosa com edema, hiperemia e várias úlceras aftóides distribuídas nesse segmento. No transverso proximal, próximo ao ângulo hepático com uma úlcera rasa, com 6mm. Demais segmentos sem alterações.
Fecal 02/26: 232>> 05/26 298. Entero TC sem alterações, apenas com sigmoide redundante, preenchido por resíduos fecais.
É doença de Crohn? Fazer corticoide e observaria?
Obrigada!