Doença de íleo complicada

Paciente feminina, 22 anos, em acompanhamento por doença de Crohn  ileal, estenosante, com diagnóstico em 2024. Estava em uso de Azatioprina, demorou a conseguir liberação do Infliximabe. Recebeu a dose de ataque, estava com bom controle dos sintomas, mas evoluiu com abdome agudo, com perfuração do íleo. Submetida a ileocolectomia há 30 dias.

Exames antes do abdome agudo:

• Colonoscopia: ulceração superficial da válvula ileocecal, associada a retração cicatricial e estenose, com aspecto sugestivo de doença de Crohn. Reto e demais segmentos colônicos sem alterações. Exame realizado com preparo adequado. Biópsia demonstrando ileíte crônica moderada, erosiva e ulcerada, de caráter indeterminado, sendo considerada a possibilidade de doença de Crohn, além de leve retite crônica inespecífica.

• EnteroTC: alças duodenojejunais de aspecto usual. Presença de alças do íleo com estreitamento multissegmentar e realce focal, mais bem definido ao nível da válvula ileocecal.

Paciente SUS. Você manteria o Infliximabe ou considera falha. Qual melhor opção? Quando retomar o biológico após a cirugia?

Parecer Técnico:

paciente apresenta alto risco de recorrência pós operatória e portanto merece tratamento para profilaxia de recorrência. não acredito ter havido uma falha terapêutica mas sim retardo no inicio da terapia biológica levando essa paciente à necessidade de tratamento cirúrgico que infelizmente foi de urgência. Sim continuaria com infliximabe talvez até em monoterapia se foi ressecada toda área inflamada. inclusive isso será de extrema importância para reconstrução do trânsito futuramente. ou a paciente fez anastomose primária na urgência?

Avaliado por:

Dra. Marjorie Argollo | CRM/SP 127.444
>