duvida diagnóstico

paciente feminina, 36 anos, com quadro de diarreia aguda  ( 12-12 evacuações ao dia), com sangramento, vômitos, 1 dia de febre. Iniciado cprofloxacino no pronto atendimento, sem melhora. Procurou outro colega gastroenterologista, realizado retossigmoidoscopia que evidenciou erosões de cólon descendente até reto ( mayo 2), prescrito supositório de mesalazina 500 mg e acrescentado metronidazol.

*Anatomopatológico sugestivo de processo crônico, com infiltardo linfoplasmocitario em lâmina própria, com alguns neutrófilos. focos de criptite.

*Exames laboratoriais sem anemia, PCR E VHS elevados. clostridium negativo, calprotectina fecal 120. HIV negativo.

Ela já chegou até mim já com melhora dos sintomas, sem diarreia, dor, ou sangramento ( USANDO CIPRO + METRONIDAZOL, E SUPOSITÓIO MESALAZINA 500 MG). Mantendo provas inflamatórias elevadas ( PCR 12/ VHS 70).

#HPP: sem comorbidades. estava usando wegovy dede julho/2025

Ela tem um colonoscopia de 2023 ( apenas com um pólipo de cólon descendete- adenoma tubulo-viloso), sem nada sugestivo de RCU- na ocasião realizou devido hematoquezia.  Tem um calprotectina fecal de 83 de setembro/2025 ( realizado no contexto de distensão abdominal, ela nega alteração do hábito intetsinal previamente.

Conduta: aumento mesalazina 1 g dia. inicio mesalazina oral 3,2g/dia.

Dúvida: já dariam como certo o diagnóstico de RCU? me incomodou um pouco o início do quadro clínico, mutio sugestivo de quadro infeccioso, febre, vômitos. ela nega qualquer alteração do hábito inestinal previamente, tem um calprotectina fecal normal de 1 mês atrás.

DOENÇA DE CROHN EM PACIENTE JOVEM

Paciente 26 anos com diagnóstico de doença de crohn comprometendo principalmente  cólon . COLONOSCOPIA 10-10-24 – PREPARO ADEQUADO , ATÉ O ÍLEO, QUE APRESENTA MULTIPLAS MICRO ULCERAS- BIOPSIADO. VALVULA ILEOCECAL NORMAL. TODOS SEGMENTOS COM MULTIPLAS ULCERAÇOES RASAS E PROFUNDAS, COM BORDOS BEM DELIMITADOS, FUNDO RECOBERTO DE FIBRINA ESPESSA ENTREMEADAS POR MUCOSA COM DISCRETO ENANTEMA E EDEMA. ACOMENTIMENTO MAIS INTENSO EM ASCENDENTE E TRANSVERSO. RETO COM DISCRETO ENANTEMA E MICRO ULCERAÇOES. ap- focos de criptite e granulomas pobremente formados em todos segmentos analisados( endoscopia normal ) e entero RM :Leve espessamento parietal do íleo terminal e da válvula ileocecal, numa extensão aproximada de 4,0 cm,espessura da parede até 3,9 mm, com realce homogêneo pelo contraste, semelhante ao dos demais segmentos de delgado, inespecífico (processo inflamatório? doença inflamatória intestinal? . Descartadas causas infecciosas  – diagnostico feito em final de 2024 durante internação por diarreia sanguinolenta + emagrecimento.  Calprotectina fecal ao diagnóstico 1800. Iniciado tratamento com infliximabe e azatioprina . Na segunda infusão de infliximabe apresentou reação anafilática – manchas avermelhadas, sensação de falta de ar e nas 24h seguintes febre alta – internação, manejado com sintomáticos com boa evolução. Optei por iniciar Ustequinumabe em doses usuais. Primeira aplicação em fevereiro – melhora clinica importante. Calprotectina : março 329 , julho 411.  retorna a consulta em outubro com queixa de diarreia 6x dia, dor abdominal e calprotectina elevada  1147 .  Dúvida : otimizar dose de ustequinumabe ? pensar em troca de medicação ? solicitei agora pesquisa de clostridiu, sorologia para CMV .

 

Dúvida diagnóstica

paciente feminina 36 anos, com quadro de diarreia ( 10- 15 evacuações ) por dia com sangue+ náuseas. febre no início do quadro. Fez uma retossigmoidoscopia por persitência do quadro que evidencicou erosões cólon descednte até reto ( MAYO 2). exames laboratoriais sem anemia, provas inflamatírias elevadas ( PCR 48/ VHS 32); Caltrectina fecal 120.
o quadro durou em média 10 dias, foi prescrito ciprofloxacino + metronidazol + suposiório de mesalzina 500 mg , por outro colega gastroenterologista, com melhora dos sintomas.

-Anatompatológico da cólin descendete, sigmoide e reto: infiltrado linfoplasmocário em lamica própria, com alguns neutrofilos, além de edema e congestão. agreagados linfóides. focos de criptite.

#HPP: estava em uso de wegovy desde julho/2025

#Exames laboratoriais:

-09/10/25: hb 14,4/ lg 6 522/ plq 217.000/ glicemia 89/ CT 138 ( LDL  65/ hdl 61)/ tg 64/ tgo 40/ tgp 76/ ggt 22/ fa 74/ BT 0,63/ TSH 1/ T4L 1,26/  B12 784/ FERRITNA 204/ HB1AC 5,4/

-14/10/25: lipase 162/ tgo 28/ tgp 57/ gt 35/ amilase 44,5/  hb 15,5/ lg 8282/ plq 268.000/ VHS 32/ PCR 48/

-23/10/25: ANti TGa IGA NR/ ANTI HBS R/ CLOSTRIDIUM NEGATIVO/ LIPASE 172/ HB 14,3/ LG 9448/ PLQ 278000/ VHS 73/ UR 17/ CR 0,7/ NA 138/ K 4,8/ TGP33/ PCR 12/ VDRL NR/ ANTI HIV NR/ IGA 409/ HBSAG NR/ ANTI HCV NR

-Paciente me procuroru pois não queria dar continuidade ao tratamento de RCU, pois ~ão tinha nenhum sintomas anteriomente ao evento. Tinha uma calprotectina fecal de setembro/25 de 83 ( foi soliciatada no contexto de bloating). Apresenta também uma colonoscopia de 2023 com um ólipo de 13 mm em cólon ascendete ( adenoma tubulo viloso com displasia de baixo grau), sem  nada sugestivo de DII na ocasião.

#conduta: paciente apresentou melhora clínica, porém manteve parâmetros infecciosos elevados ( PCR, VHS). Iniciei mesalazina oral 3,2 g /dia + supositório mesalazina 1g/dia.

#ddúvidas: fiquei receosa com quadro clínico muito agudo. manteriam esse tratamento por 3 meses e reavaliariam em 3 meses? Paciente esta bastante resistente ao tratamento, pricipalmente com o uso do suposiótio principalmente

Estenose Cicatricial em Doença de Crohn do Íleo

Enviado por: Louise Deluiz Verdolin Di Palma

Paciente 20 anos, iniciou quadro de diarreia invasiva, acompanhada de febre em agosto de 2023, evoluindo com fístulas perianais em dezembro do mesmo, com perda ponderal de 9 kg desde o início dos sintomas. As fístulas motivaram atendimento com proctologista que encaminhou a paciente ao meu consultório para avaliação. Primeira consulta 18/03/2024. Suspeita DC => solicitados exames abaixo.

Exames:
PPD 15/04/2024 => 0 mm
Rx de tórax 12/04/2024 = normal
Calprotectina= 3130
Colonoscopia 08/04/2024 = Íleo terminal apresentando várias ulcerações geográficas moderadamente profundas, de bordas regulares, fundo fibrinoso, rodeadas por edema e hiperemia, entremeadas por mucosa de aspecto normal, medindo até 20 mm no maior eixo, dispostas circunferencialmente em toda a extensão examinada, predominando nitidamente nos 8 cm distais, onde há enrijecimento parietal, que compromete distensibilidade e motilidade.
Restante do ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, sigmoide e reto de calibre, distensibilidade, motilidade, vascularização, haustrações e mucosa normais.

Conclusão: O aspecto endoscópico é muito sugestivo de doença de Crohn do íleo em atividade.
Histopatológico= ileite intensa ulcerada. Orientada na primeira consulta a realização de imunização já pensando na alta probabilidade de início de terapia biológica. => Início de infliximab=> 17/05/2024 em comboterapia com a azatioprina.
Paciente evoluiu com boa resposta clínica e laboratorial, evoluindo com calprotectina 35,8 e recuperação do peso e da anemia.

Exames atuais de seguimento:
Colonoscopia: 13/04/2025- retrações cicatriciais e estenose de ileo terminal (doença de Crohn em remissão endoscópica)- correlacionar com histopatológico.
Bx: Biópsia de íleo terminal: – Mucosa colônica reativa (ver nota).
Lâmina própria com fibroplasia, leve aumento numérico de eosinófilos difusamente distribuídos, agregado linfoide.
Nota: alterações reativas inespecíficas podem ser vistas após resolução de processo inflamatório autolimitado. Necessária correlação com dados clínicos e colonoscópicos.
Calprotectina 10/02/2025- 72,6 µg/g. Paciente tem dor abdominal constante e tem programação de dilatação da estenose cicatricial do íleo. A paciente é bailarina e passou em um curso de balé na Itália, com programação de permanecer 11 meses lá. A família me questionou se haveria possibilidade de trocar a medicação para que ela consiga fazer na Itália- ex adalimumab SC.

Eu acho que o ideal seria manter a medicação e fazer a paciente voltar a cada 2 meses para infusão. Gostaria de saber a opinião das professoras. Obrigada

Colite grave e refratária em jovem adulta

Enviado por: Marina Carla Gimenez

Paciente feminina, 24 anos, em investigação de DII com outro colega, sem tratamento ainda, colono com múltiplas úlceras de reto a íleo, criptite em bx seriada e calprotectina elevada. Me procurou em ambulatório de hospital por aumento do sangramento nas fezes, e segunda opinião.

No exame físico do consultório, paciente descorada, emagrecida, abdome distendido e doloroso, anuscopia com evidência de Proctite intensa com sangramento vivo envolto a muco. Encaminhei ao pronto-socorro para internação. Exames iniciais mostraram hb de 6, leuco 20 mil e pcr de 18. Tomografia com íleo terminal e cólon hiperdistendido, paredes espessadas, linfonodos proeminentes e sem sinais de isquemia.

Medidas inicias para compensação e transfusão. Com novos exames foi identificado clostridium por toxina a e b. Sorologias negativas. Iniciado tratamento com vanco oral. Hidrocortisona 100 mg 6/6h. Cipro e metrô para colite, npt imunomodiladora. Pouca resposta, e queda progressiva no estado geral, piora do quadro abdominal e tc com pneumatose. Indicado ciclosporina.

Antes de receber ciclosporina teve sangramento importante com queda expressiva de hb, recebeu 6h em uma noite. Indicada cirurgia na urgência (nem chegou a receber ciclosporina). Optado por colectomia total com ileostomia terminal, poupado reto. Agora: paciente em 10 po, estável porém ainda com sangramento razoável pelo reto, refratário. Mantive as medidas clínicas, adicionei enema de budesonida e solicitei infliximabe (em análise pelo convênio pois está internada). Claro que não quero reabordar e condenar uma moça de 24 anos a íleo definitiva, mas não estou vendo a luz no fim do túnel.
HELP

Retocolite Ulcerativa e Colangite Esclerosante Primária em paciente pouco sintomático com resposta insuficiente a tratamentos convencionais

Enviado por: Ivanna Santos

Paciente masculino, 22 anos, estudante de Odonto está em acompanhamento por Colangite Esclerosante Primária + Retocolite Ulcerativa, com quadro clínico, exames laboratoriais, colonoscopia e biópsias compatíveis com este diagnóstico, sem resposta ao tratamento com aminossalicilato (mesalazina 4,2g/dia) por 5 meses e sem resposta laboratorial a vedolizumabe (5 doses, início 02/02/2024, última doze 08/07/24). Sem queixas no momento. Exames em anexo:

EXAMES:
LAB (18/03/2023): Hb: 13,4 L: 6200 Plaq: 290.000 RNI: 1,1 U: 24 Cr: 1,1 TGO: 43 TGP: 33 FA: 55
GGT: 73 BT: 0,38 BD:
0,08 BI: 0,30 Calprotectina fecal: 613

Colono (05/06/2023): Pancolite ulcerativa – Mayo 2 (íleo percorrido por 20 cm)

EXAMES PRÉ-BIOLÓGICO
RX de tórax (13/11/2023): normal
PPD (15/11/23): zero
Lab (13/11/23): Hb: 13,8 L: 7000 Plaq: 254.000 Fe: 66 PCR<1,0 Anti HbS: 114 Anti HbC total: NR
HbSAg: NR Anti HCV:
NR HIV: NR Ferritina: 23 EBV IgM: NR EBV IgG: NR

CALPROTECTINA FECAL
(18/03/2023): 613 (pré-tratamento)
(31/10/23): 526 (APÓS 4 MESES DE MESALAZINA)
(01/02/24): 936 (pré vedolizumabe)
(20/06/24): 1921 (após 4 doses de vedolizumabe)
Optado por mudança de droga por não resposta primária. Sempre pouco sintomático

Pré tofa:
Colono mayo 3
Calprotectina pós indução: > 800 (outro Lab)
Calprotectina 1098 (2 meses após a anterior)
Crises de diarreia autolimitada, sem muco ou sangue, sem outras queixas
Calprotectina (06/02/25): 2165

Dose otimizada de tofa? Faria nova colono ? Outra droga ?

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